Autor: Luan Garcia

Vou-me embora pra Pasárgada

Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui eu não sou feliz

De tempo em tempos noticias como:

Me fazem pensar, porque eu ainda estou no Brasil mesmo?

Tenho vontade de juntar minhas coisas e partir, pra Pasárgada, outro reino, outro país, mas nunca faço, alem dos motivos financeiros, a verdade é que gosto dessa terra, meus amigos e família estão aqui, minhas lembranças foram construídas nesse lugar.

Então quando vejo noticias assim, me bate uma tristeza e essa vontade de fugir, somos um país de contradições, “7ª” Economia do mundo e uma das maiores desigualdades sociais, onde um palhaço (profissional) é um dos deputados com maior presença e até mesmo ele está decepcionado com a politica.

O Estado é Laico.

Entretanto no Brasil laico está sendo confundido com teocrático (ao contrario da definição no dicionario informal) e como não podia deixar de ser uma religião está se sobrepondo as outras.

Infelizmente para mim (ateu) somos um pais de maioria católica e com fortes tendencias evangélicas, tendencia que por sinal vem crescendo em um ritmo assustadoramente alto e a medida que cresce está conseguindo mais poder, seja indiretamente com deputados, vereadores, etc, que são seguidores dessas crenças, até bancadas inteiras que se classificam como religiosas.

Se mantendo apenas nas classificações não haveria problemas, mas quando passam a decidir o futuro de todas as pessoas, baseadas nas crenças de um grupo a situação se complica, principalmente se essas crenças tem passagens que ferem diretamente grupos de pessoas.

Por exemplo: Casamento Homossexual, um dos principais argumentos contrários a essa união é que ela fere a santidade do casamento, não é necessária uma visita ao dicionario para sabermos que se trata de um motivo religioso.

Então mesmo que um casal homossexual não siga suas crenças ele não pode casar porque esse casamento por algum motivo é contrario a elas, estranho que um casamento civil tenha algo em comum com um casamento religioso.

Você não quer que eles se casem na sua igreja, simples não celebre o casamento, mas não impeça que os mesmos se casem num cartório e adquiram diante da lei, os mesmos direitos que qualquer outro casal.

Outro ponto que me espanta em nossa politica é essa capacidade de esquecer, políticos julgados, condenados e pegos em flagrante, estão simplesmente livres, exercendo cargos públicos e em alguns casos (como visto acima) decidindo se outros condenados devem ou não ser cassados (apesar de caçados ser algo mais interessante), a justiça é cega, mas a nossa alem de cega tem memoria curta.

Memoria curta alias que aparentemente se espalha pela população, afinal são as mesmas figurinhas carimbadas, que são eleitas ano após ano, brasileiro simplesmente não lembra, ou não liga muito.

Mas de tempos em tempos, a esperança retorna e o gigante adormecido se levanta, (meio letárgico, mas se levanta) no caso mais recente a eleição do Marco Feliciano a presidência da Comissão de Direitos Humanos, levantou a população (pelo menos uma parte) e a pressão popular está quase o derrubando.

Mas esse é apenas o começo, se nos levantarmos, conseguirmos um objetivo e voltarmos a dormir nunca avançaremos, derrubar um em cem ou mil não faz uma grande diferença, mas é um inicio.

Quem sabe assim o Brasil não possa ser Pasárgada.

E uma saga chega ao fim.

Hoje estreia nos cinemas “Harry Potter e as relíquias da Morte Pt. 2”  e com isso chega ao fim uma das sagas mais aclamadas dessa (ou seria da passada?) geração, e lá se vai uma boa parte da minha vida.

Cresci lendo essa saga, bem para falar a verdade foi ela que me despertou o gosto pela leitura, eu estava com cerca de 7 ~ 8 anos quando meu pai me deu de presente o primeiro livro, eu já havia lido alguns outros títulos, mas ao começar a ler a historia daquele pequeno garoto, que vivia no armario debaixo da escada na Rua dos Alfeneiros Nº 4, que eu finalmente conheci o que era se transportar para dentro de um livro.

O universo magico criado por Rowlling me fascinou,  o que começou com algumas poucas paginas lidas por dia, passou para dezenas e rapidamente estava relendo o primeiro livro, enquanto aguardava ansioso pela continuação e o ciclo passou a se repetir a cada lançamento.

Acompanhava ansioso cada desafio, perigo ou problema pelo qual passavam, comemorava suas vitorias e me sentia aliviado ao fim de cada jornada, acompanhei seu crescimento enquanto crescia também, aprendi muita coisa.

Aprendi a desconfiar das aparências,  a selecionar aqueles a minha volta, que com amigos podemos sempre contar, que o certo pode ser doloroso, que apesar das tristezas ainda temos motivos para sorrir.

Me afeiçoei aqueles personagens, senti suas tristezas, seu orgulho, determinação, suas perdas, traições e derrotas.

Vieram os filmes e a magia se tornou mais real, não posso dizer que todos foram excelentes, mas todos tiveram o mérito de me fazer lembrar e passar para a telona aquilo que eu apenas imaginava.

E agora tudo chega ao fim, o ultimo filme já está sendo exibido, uma hora as luzes irão se acender e a magia chegará ao fim….. mas será realmente esse o ponto final? Porque devo deixar morrer algo que me acompanhou ao longo da vida? Apesar de chegar o final da serie ela nunca realmente morrerá, ela sempre estará guardada, por mais clichê que seja, em nossos corações e só cabe a nós à mantermos viva.

Enquanto ainda a guardarmos com carinho, a levarmos junto conosco e porque não relermos os livros e revermos os filmes, a historia não terá realmente um fim, porque apesar de seguirmos avançando, não precisamos esquecer o caminho que trilhamos, e pelo menos para mim essa saga sempre fará parte da minha historia.

Feliz dia da toalha.

A toalha é um dos objetos mais úteis para um mochileiro interestelar. Em parte devido a seu valor prático: você pode usar a toalha como agasalho quando atravessar as frias luas de Beta de Jagla; pode deitar-se sobre ela nas reluzentes praias de areia marmórea de Santragino V, respirando os inebriantes vapores marítimos; você pode agitar a toalha em situações de emergência para pedir socorro. E entre inúmeras outras funções, naturalmente, pode usá-la para enxugar-se com ela se ainda estiver razoavelmente limpa.

E mais um ano se passa e comemoramos mais uma vez O DIA DA TOALHA, sim exatamente dia da Toalha, porque apesar da midia e de muitas pessoas dizerem que o dia 25 de maio é o Dia do Orgulho Nerd esse dia não era inicialmente comemorado apenas com esse objetivo.

O dia da toalha é a data em que todos os fãs de Douglas Adams mostram seu amor a sua incrível obra “The Hitchhiker’s Guide to the Galaxy”ou em bom português “ O Guia do mochileiro das galáxias” a trilogia de cinco.

Originalmente um programa de radio ela rapidamente migrou para outras mídias, se tornando os livros que tanto amamos uma série de tv (ainda não vi) e o filme com a Zooey Deschanel (Sinceramente só isso já valeu o filme).

O humor único da série, junto com suas criticas bem construídas aos seres humanos tornam a obra inesquecível  e atual ,apesar de não tratar de nenhuma situação real (em primeiro plano pelo menos).

E como não podia deixar de ser como tudo que é bem feito os nerds amam a obra e o universo criado por Adams, por isso alem de comemorarmos o dia da toalha o Dia do Orgulho Nerd foi adicionado a data, portanto nada de brigas já que os grupos comemorando possuem muitos membros em comum.

Logo lembrem-se: Não entrem em pânico. Mantenham uma toalha sempre a mão e orgulhem-se do seu dia.

É o mundo não acabou (ainda).

Sempre acho engraçado quando alguém prevê o fim do mundo, acho tão incrível a exatidão que eles dão colocando dia, hora, local, causa e razão.

Ok, você acha que o mundo ta uma merda (em certa medida até esta), que tudo deveria acabar, que a humanidade se afastou do caminho de seja lá oque você acredita, mas sinceramente NÃO DA PRA PREVER UMA DATA.

O ser humano é uma praga muito forte, não vai sumir em um dia, acho até dificil que realmente desapareça para sempre, o pessoal fala que a barata é resistente, mas com certeza as baratas desaparecem antes da gente.

O numero de previsões tem aumentado, e ao contrario de jogarem o dia para longe, a galera ta chutando cada vez mais perto, daqui a algumas semanas, vão prever todo dia como fim do mundo.

Claro ninguém acredita, se um dia acreditarem se prepare para um puta caos, como diria o Senhor K. “Será a era da escrotidão”, e ao contrario de ficar com medo você tem mais é que se divertir.

Still Alive

Todo fã de Portal com certeza se apaixonou por “Still Alive” musica de encerramento do primeiro jogo, como não podia deixar de ser muitos covers para essa musica surgiram e se espalharam pela internet, alguns melhores, outros piores e alguns incriveis, como esse:

PS: A musica contem spoilers do final do primeiro jogo estão avisados.

Cantada pela usuaria do SoundCloud identificada como “shakethedust” a musica fica ainda mais bonita e o mais incrivel é que ela não usa o AutoTune tornando seu trabalho ainda mais unico.

Para quem gostou no seu canal tambem existem versões para “Want You Gone” final do segundo game da franquia e “You Give Me Something” do James Morisson. Só posso dizer que espero mais musicas.

HQ – Top 10 de Alan Moore

Top_10_1Se você é fã de quadrinhos, ao pensar em boas historias provavelmente vai acabar lembrando de   Alan Moore, autor dos já consagrados V for Vendetta, Watchmen, entre outros, mas hoje vou falar de outra serie escrita por ele e que talvez vocês não conheçam. Apresento Top 10:

Top 10 conta a historia do Decimo Distrito Policial da cidade de Neopolis, poderia ser apenas mais uma historia de detetive, se não fosse pelo pequeno detalhe de que quase todos os habitantes do universo de Top 10 possuírem poderes, os policiais (que obviamente também possuem poderes) devem lidar com todo tipo de caso, desde monstros gigantes na cidade até pessoas usando seus poderes para passar a mão em mulheres  na rua.

Entretanto o hq não se foca nos poderes, mas sim nas relações entre os personagens, na forma com que eles lidam com aquele mundo, um universo rico, Alan Moore mais uma vez mostra que sabe como escrever uma historia, cada personagem tem uma personalidade própria, e você realmente  acaba se identifica com pelo menos um deles.

Como não podia deixar de ser, a trama tem aquele detalhe especial que te prende facilmente, com vários sub-plots se desenvolvendo a medida que a historia avança sem entretanto se esquecer da trama principal.

O cenário é rico em detalhes e se você  prestar atenção na arte você encontra diversas referencias a outras historias de super-heróis e do próprio Alan Moore.

Top 10 é uma Hq que você deve ter em sua coleção.