Obama entre a Guerra e a Paz

Ontem ocorreu a entrega do premio Nobel da paz, para o atual presidente americano Barack Obama, a decisão de entregar esse premio que para muitos foi prematura (no momento do anuncio Obama estava a menos de 9 meses no poder), já vinha gerando polemica a algum tempo e agora teve seu ápice, quando em seu discurso, Obama defendeu a “guerra justa” como forma de atingir a paz, em suas próprias palavras:

“Haverá vezes em que as nações – agindo individualmente ou em consenso – acharão o uso da força não apenas necessário, como moralmente justificável (nesse momento cita Martin Luther King e Gandhi) como comandante-em-chefe jurei proteger e defender minha nação, e não posso ser guiado apenas por esses exemplos. Eu encaro o mundo como ele é, e não posso ficar imóvel ante as ameaças ao povo americano”

“Os instrumentos de guerra desempenham um papel na preservação da paz. E ainda assim essa verdade precisa coexistir com outra: a de que não importa o quão seja justificável, guerra promete tragédia humana”

Seu discurso gerou repercussão imediata na internet (assim como tudo o que ocorre hoje em dia), muitos disseram que foi absurdo o que disse, outros tais como o ex-presidente cubano Fidel Castro, afirmaram que Obama foi cínico ao aceitar esse premio visto que o mesmo ainda não retirou os soldados da guerra.

Obama não traiu a esperança que depositavam nele, apenas mostrou que possui uma visão realista do mundo, não se consegue a paz simplesmente com conversas, ao receber seu premio ele simplesmente deu um tapa na cara dos que pensavam que por querer a paz, ele não se envolveria em guerras, a resistência pacifica de Gandhi pode até funcionar, mas quando se tratam de países, paz a nível mundial seu exemplo apesar de nobre não é efetivo, se cruzamos os braços somos massacrados.

A realidade não é tão bonita quanto muitas vezes imaginamos, apesar de clichê vale lembrar o mundo é cruel, existem pessoas boas? Existem, mas apenas sua bondade não é suficiente, existem guerras justas, aquelas que não podem, nem devem ser evitadas, as sansões devem ser efetivadas, a paz não será atingida apenas com o desejo, assim como nada nesse mundo é conseguido sem ações.

Obama pode ter lembrado Bush ontem, mas existem diferenças entre os dois que mudam toda a idéia de seus discursos, Obama defende a guerra justa, mas pratica a guerra justa, Bush justificava suas guerras como justas, mas tinha outros interesses por trás dessas guerras, Obama também possui interesses, mas ele não me parece o tipo de pessoa que forjaria motivos para uma guerra, coisa que Bush fez.

Confira o discurso, clicando aqui

Fonte: G1, Correio Braziliense, O Globo

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